domingo, 16 de novembro de 2008

Virada do Vasco em cima do Palmeiras na Final da Copa Mercosul - Virada Histórica

Não é a toa que o Vasco é chamado por sua torcida de O Time da Virada. Nesse jogo espetacular o Palmeiras jogava em casa e só precisava do empate. Acabou o primeiro tempo ganhando de 3 X 0. Muitos acharam que a parada estava resolvida. Mas o time do Vasco achava que não. E em uma virada fenomenal, fez 4 X 3, marcando 4 gols no segundo tempo.

O Jornal do Brasil parece ter sido o veículo que melhor descreveu, ou melhor, tentou descrever, o que ocorreu no Parque Antártica na noite do dia 20 de dezembro de 2000. Disse o JB: "Qualquer definição para a conquista de ontem do Vasco não seria suficiente para descrever o que aconteceu no Parque Antártica". Alguns dirão que é simples demais; outros dirão que é o óbvio. Mas não há como fugir disso. Afinal, só quem é vascaíno e sofreu o que nós sofremos durante toda a campanha da Mercosul 2000 pode entender o que foi o apito final do árbitro no terceiro jogo da decisão.

Nunca um título vascaíno foi tão sofrido. Basta lembrar como a caminhada para o título começou, coincidentemente numa derrota por 4 a 3 onde vencíamos o jogo por 2 a 0 e deixamos que o Peñarol virasse para 3 a 2 em menos de 15 minutos. É certo que a vitória por 3 a 0 sobre San Lorenzo em casa nos deu um alívio, mas logo depois perdemos para o Atlético por 2 a 0 no Mineirão e empatamos com o Peñarol por 1 a 1 num jogo em que fomos escandalosamente roubados. E passamos a precisar de uma combinação de resultados quase impossível, que acabou acontecendo.

Precisávamos vencer o San Lorenzo na Argentina e o Atlético em casa. Vencemos os dois jogos por 2 a 0. Precisávamos que o time reserva do San Lorenzo - já desclassificado e sem ter feito um único ponto até então - vencesse o Peñarol. E venceu! Precisávamos também que o Nacional do Uruguai empatasse ou perdesse para o Boca Juniors em casa. E empatou, por 3 a 3. Foi um sufoco, mas nos classificamos pela primeira vez para a segunda fase de uma Copa Mercosul.

Depois, pegamos o Rosário Central em São Januário. Ganhamos por 1 a 0, mesmo perdendo Romário minutos antes do início do jogo. Na partida de volta, jogamos mal e tomamos um gol aos 46 minutos do segundo tempo. Ninguém achava que teríamos moral para derrotar os argentinos nos pênaltis, mas tivemos. Hélton defendeu uma cobrança e passamos às semifinais.

Mais uma vez poucos acreditavam que o Vasco pudesse derrotar o poderoso River Plate. Lembravam-nos a todo instante daquele 5 a 1 de 1997. Mas o Vascão não esmoreceu e meteu 4 a 1 em pleno Monumental de Núñez, com uma atuação sobrenatural de Hélton. No jogo de volta, um 1 a 0 sob muita chuva e, principalmente (e lamentavelmente), sob muitas bordoadas dos argentinos.

E chegamos à decisão. O adversário seria o time "bom, bonito e barato" do Palmeiras. Fizemos uma festa inesquecível no primeiro jogo e metemos 2 a 0. A derrota no segundo jogo foi apenas um acidente de percurso. E veio o terceiro jogo em que o Vasco, cansado, vivendo um ambiente tumultuado pela troca de técnico, parecia que seria uma presa fácil para o "Porco". Ainda mais quando tomou 3 a 0 ainda no primeiro tempo, repetindo o que já havia ocorrido contra o mesmo Palmeiras no Rio-São Paulo de 2000 (na ocasião, o jogo acabou 4 a 0).

Dessa vez, portanto, a história seria diferente. O Vascão protagonizou uma das maiores viradas da história do futebol brasileiro e, com três gols de Romário e um de Juninho Paulista, levantou o título da Copa Mercosul.

Qual foi o principal aspecto desta decisão? A virada histórica? O sofrimento pelo cansaço causado pela maratona de jogos? A má vontade de parte da imprensa devido aos recentes problemas de censura em São Januário? A troca de técnico a três dias da finalíssima? A apreensão após quatro decisões consecutivas perdidas? A redenção de Romário, que era acusado de "sumir" nas decisões? O fato de o Vasco estar com um jogador a menos, e na casa do adversário?

Essas são nuances que serão discutidas ainda por muito tempo, por muitos anos, por várias gerações de vascaínos. Abençoados os que tiveram a oportunidade de ver a Virada do Milênio. A virada do time da virada, a poucos dias do fim do milênio, na casa do adversário, com um jogador a menos, sendo garfado pelo juiz (não se esqueçam do pênalti em Euller quando estava 3 a 0!), contra tudo e contra todos, como sempre foi em tudo que envolve o Vasco da Gama. Abençoados sejamos todos nós, vascaínos! O VASCO É CAMPEÃO!


Créditos - Netvasco

1 comentários:

Mengão Guerreiro disse...

Po essa virada foi histórica mesmo, infelizmente. Quero que eles re´pitam essa vontade contra o SP sábado.
Abção